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sábado, 10 de março de 2012

Racismo, Xenofobia e União Européia

A União Européia (UE) passa por uma grave crise econômica. Nesse momento procura-se um causador/culpado por essa crise.

Começam a se levantar partidos de ideologia ultra-nacionalista europeu e fundamentalistas cristãos que acusam como causadores da crise os imigrantes (africanos, latino-americanos, asiáticos) e incentivam ações racistas e xenófobas.

racismo: crença na existência de raças humanas e na diferença e superioridade/inferioridade entre elas.

xenofobia: aversão/antipatia a estrangeiros.

Como lugar avançado tecnologicamente e histórico/atual centro comercial, financeiro e cultural a Europa atrai pessoas do mundo inteiro, que transformam esse continente em sua morada, carregando consigo suas culturas.
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A UE fez uma campanha contra o racismo e a xenofobia.


Essa campanha não foi bem recebida pelos diversos grupos nela representados. Eles consideram a campanha extremamente ofensiva, pois nela eles são retratados como agressores, além de afirmar a força européia (na multiplicação da mulher) e pelo desaparecimento/sumiço dos outros povos.
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Particularmente, não considerei a propaganda ofensiva.

Ao aparecerem os povos de forma hostil, é retratado a maneira como o europeu ultra-nacionalista ou fundamentalista cristão veem os outros povos, com medo de que eles estão lá para fazê-los mal e roubar-lhes os empregos.

A mulher respira (serenidade talvez), se multiplica (eles estão na Europa, a quantidade de europeus seria/é maior que a dos outros povos). Todos se põe em posição de meditação, as europeias por fora e os estrangeiros no centro do círculo (estariam todos numa mesma vibração espiritual talvez).

Forma-se a bandeira da UE, cada mulher vira uma estrela (país) e os estrangeiros desaparecem simbolizando que eles foram abraçados/incorporados à UE. Os críticos veem nessa parte o cerco e a destruição dos estrangeiros.

( ) "Quantos mais (europeus) formos, mais forte somos".

(X) "Quantos mais (povos) formos, mais fortes somos".

domingo, 9 de outubro de 2011

Jobs e seu rebanho.

Steve Jobs de 56 anos, CEO da Apple morreu na semana passada e o que não faltou foram homenagens para ele. Um jornal até escreveu que “a morte de Jobs teve o mesmo impacto que a morte de um astro pop” e citou Lennon como exemplo.

Steve Jobs foi um grande homem, isso é verdade, mas esse endeusamento por parte da mídia e das pessoas pareceu exagerado. Jobs nada mais foi do que um capitalista que atuou do ramo do design da tecnologia e influenciou notoriamente a forma de pensar e as estratégias de negocio do mundo corporativo.

Sua obra não impactou diretamente do mundo nenhum tipo de melhora, a morte de Jobs mostra apenas mais uma transvaloração de valores. O que Jobs fez foi aprimorar a tecnologia da forma estética, ele deixou os celulares mais bonitinhos e inseriu neles um monte de funções que já existiam e colocou um “I” em seus nomes.

Sua obra só deixa clara a busca atual por uma estética aprimorada, enquanto o que realmente deveria ser colocado em primeiro plano, às vezes, nem é cogitado.

Sinto pelo homem que morreu de forma dolorosa e de forma alguma pelos seus ideais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Relação Animal/Alimento

A história é a seguinte:
Esses dois vermes , idiotas, , monstros da foto ¬¬' pegam os animalzinhos indefesos e simplismente matam eles . Esses imbecis enforcam , esfaqueiam os animais indefesos.
Por favor, com urgência faça
circular isso na internet. Logo essa mensagem chegará no computador de
alguem que possa identificá-los, que os conheça do bairro, da escola,
das baladas... Assim que forem
identificados informe a polícia e as lideranças do movimento de defesa dos animais. Repassando, repassa ai tbm :D ....... não custa nada repassa.. não tenha preguiça ....é só compartilha


Circula no Facebook a imagem e a descrição acima.

Duas hipóteses:

1) Brincadeira: uma pseudo-manifestação na tentativa de gerar algum tipo de comoção ou um grande trote.

2) Realmente adolescentes deturpados que se divertem na morte de animais.

Considerando-se a primeira hipótese:

Sugiro desfazerem e esclarecerem a brincadeira ou trote o mais rápido possível. Porque até pensarem e se explicar já poderão ter apanhado muito.

Considerando-se a segunda hipótese:

Mesmo que estejam ferindo animais, que naturalmente já são tratados como coisas, ninguém se alegra com a dor alheia, seja em seres humanos, seja em animais.

Apesar de serem tratados como coisas, sensibilizamo-nos ao sofrimento de um animal.

É verdade. Somos carnívoros, mas a grande maioria não vê a morte do animal. Cena essa, que de tão chocante, leva a muitos a abandonarem o hábito alimentar carnívoro.

Mas carnívoro ou não, no atual século, é inadmissível que um animal morra por algum motivo que não seja nossa satisfação alimentar. Isso seria desperdício de alimento.

Considerando a segunda hipótese, eles terão sorte se encontrarem policiais moderados. Caso encontrem cidadãos comuns...

domingo, 11 de setembro de 2011

Fundamentalismo


Há dez anos atrás (11 de setembro de 2011), pela primeira vez na história, desde sua independência, os Estados Unidos da América foram atacados em seu território continental.

A rede terrorista Al Qaeda, até então liderada pelo saudita, Osama bin Laden, assumiu o ataque.

Fala-se muito em "fundamentalismo islâmico", mas esquece-se de abordar os fundamentalismos "capitalista" e "socialista", que também têm grande importância no 11 de setembro.

Fundamentalismo Islâmico

Os fanáticos muçulmanos acusam o "Ocidente", liderados pelos Estados Unidos, de adentrarem seus territórios e perverterem sua cultura muçulmana, impondo-lhes valores que discordam da sã doutrina revelada pelo Profeta. Esse é o ataque ocidental: contra a cultura. O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, defende que o crente tem o direito de contra-atacar, caso seja atacado.
Na lógica fanática muçulmana o ataque é caracterizado como contra a cultura e a perversão dos santos valores. Por esse motivo eles se sentem no direito e no dever de contra-atacar, mesmo sendo em combates armados.

Fundamentalismo Capitalista

Liderado pelos Estados Unidos, caracteriza-se pela imposição de valores e altos padrões de consumo, em que tudo pode ser comercializado ou consumido: desde um produto artesanal ou industrial, até a imagem ou a exposição do próprio corpo. Sendo esse segundo tipo uma abominação para países de tradição muçulmana, que prezam a castidade. Toda essa ideologia liberal e de livre-comércio é eufemizada pela expressões: "democracia" e "liberdade", quando na verdade a única preocupação é a criação de mercados consumidores e desenvolvimento econômico, que se não for acompanhado de desenvolvimento social gera grande desequilíbrio, exploração e miséria.

Fundamentalismo Socialista

Liderado pela extinta União Soviética, era oposto ao Capitalismo, mas também utilizou-se de imposição, ideológica e bélica, para se propagar. Assim como o Capitalismo se impôs às culturas muçulmanas atentando contra suas relações sócio-culturais, inclusive a maior identidade deles, a própria religião.

Conclusão

11 de setembro de 2001 pode ser considerado a consequência da disputa ideológica entre o Capitalismo e o Socialismo, que tentaram impor sobre todo o mundo seus valores, descaracterizando e tentando destruir os valores já existentes para adequá-los aos seus.
Isso possibilitou o surgimento de movimentos revoltosos e nacionalistas, como os fundamentalista islâmicos, por exemplo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Geração Coca-Cola (Sem Gás, Sem Limão!)



Essa postagem é uma contribuição de O Ribeiro.

Não que eu seja um grande defensor de toda a piração dos anos 60 (imagina!); mas ultimamente tenho me deparado em/com situações constrangedoras, nas quais fico pensando como uma pessoa com livre-arbítrio pode suportar. Não falo somente de música; falo de tudo! Tudo está muito sem-sal, sem nenhuma luz nos olhos e coisas assim; como uma coca-cola sem gás.

Permitam que eu seja mais claro. Como temos consumido cultura? Como temos nos comunicado com as pessoas? Como temos acesso até mesmo às pornografias da puberdade? Internet! Na frente de um computador, paradão como se o mundo se resumisse àquilo. Claro que isso é uma generalização.

Agora falemos de comportamento social. Não sei se é um fato local, mas vejo as pessoas cada vez mais individualistas. Não digo egoístas apenas, digo individualistas. Temos muita tecnologia pra isso. Fones de ouvido muito bem elaborados, com a capacidade de nos vedar do mundo (Fahrenheit 451?), ligados a smart phones tornam uma simples caminhada de uns metros, numa perfeita alienação. Quantos de nós não dizemos: “Putz, nem te vi na rua cara!”

Culpa da tecnologia? Que nada. Se fosse por esse princípio, a música dos anos 60 poderia muito bem ser igualada com a de hoje, proporcionalmente. Antigamente, acreditava tratar-se das músicas que as pessoas ouvem; quando também não é. Música alienada existe desde sempre. E no mais, acredito que culpa não é uma boa palavra, seria melhor causa circunstancial depreciativa de uma comparação entre partes. Sim, estou falando do “politicamente-correto”.

Este mesmo texto que por vós é lido, foi alterado umas três vezes para não ofender ninguém. Sabe por que? Porque eu não quero ser processado! E se estiver lendo uma versão impressa, faça o favor de não jogá-lo em via pública, e sim dobrado numa lata de lixo reciclável para papel. Aliás, melhor nem imprimir. Abracemos as árvores! E os peixes! Abrace hoje mesmo!

E olha o Pente!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Marcha Contra a Corrupção


A palavra "corrupção" é derivada do verbo "corromper" que pode ser sinônimo de "perverter", "deteriorar".

Crackers invadiram o sistema de um dos principais colégios particulares de Uberlândia e distribuíram o gabarito para os alunos, que foram muito bem nas provas.

O diretor anunciou que as provas seriam refeitas.

Muitos alunos se sentiram lesados, pois de fato haviam estudado muito, e protestaram se vestindo de preto e se recusando a retornar para a sala de aula após o intervalo.

Para esse dia sete de setembro, em que se comemora a Independência do Brasil, está sendo organizada uma grande manifestação em caráter nacional, a MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO.

Mas o que é essa marcha? Qual sua finalidade?

Provavelmente essa marcha não mudará nada. Mas nem por isso ela é inútil. Vamos reconhecê-la, vamos considerá-la como um grito. Um primeiro grito. Um grito de um povo que está cansado de corrupção. Um grito de um povo que começa a entender e compreender o que é um país e como ele deve funcionar. Um grito que venha a nos despertar uma consciência política. Um grito que reúna essa nação. Um grito de "independência ou morte". Independência das amarras da corrupção que travam todo o crescimento e bem-estar de um povo.

São muito bonitas essa ideia e essa ação de mobilização social. O brasileiro precisa se unir e se organizar.

Diz um ditado que "o exemplo vem de cima".

Mas, lembrem-se brasileiros, quem elege os políticos é a própria população. Os nossos representantes são reflexos nossos. "Cada povo tem o governo que merece", diz outro ditado.

Voltando ao início desse texto, temos um exemplo de corrupção. Quem nunca colou em prova? É uma coisa pequena, uma coisa besta, mas também é corrupção. Uma pequena corrupção. E depois os próprios corruptos, aqueles que se utilizaram dos gabaritos também se vestiram de preto e se fizeram indignados.

Em um país que fatura trilhões de dólares, o que será que representariam alguns milhões desviados? Talvez pouco. Mas é errado. Isso é desvio do fruto do trabalho de uma nação.

E aqueles que desviam, quando acusados também vestem a camisa preta, ou seja, acusam a mídia, a população e adversários de perseguição política, calúnia, difamação, conspiração, dentre outros.Itálico

Realmente, muito bonita uma idealização de uma Marcha Contra a Corrupção, mas se não houver uma mudança de mentalidade de cada um, um combate individual contra as próprias pequenas corrupções e se não houver a busca do crescimento de todos, será somente mais uma passeata com um slogan bonito no qual as pessoas sairão iludidas de terem feito algo pelo futuro da nação, quando na verdade nada fizeram.

sábado, 3 de setembro de 2011

Racismo e hipocrisia.

Racismo e Hipocrisia caminham juntos...




Obs: Clique na imagem para visualizar a mensagem.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Como ficar famoso hoje em dia.

- Seja do tipo : ‘Rebeldes Sem Causa’.

- Seja sempre irônico, em tudo.

- Critique os modismos, com veemência.

- Use sempre palavrões.

- Faça algumas abordagens históricas superficiais. (Daquelas! , Feitas a partir da Wikipedia)

- Use mais palavrões .

- Faça-se parecer um Nerd injustiçado.

- Compre uma filmadora( Se não puder, use a webcam)

- Poste no Youtube.






Daí é só esperar um pouco...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Extrema ignorância

Na última sexta-feira o mundo conheceu mais um extremista, Anders Behring Breivik foi responsável pelos dois ataques terroristas na Noruega. Anders condenou o a miscigenação de raças e os muçulmanos como os responsáveis pelo caos da sociedade atual.

Não é a primeira vez e provavelmente não será a ultima vez que isso irá acontecer. A ideia de diferenciação de raças e o preconceito sempre provocaram tragédias em todo o mundo, mas não adianta culpar os problemas do mundo em pessoas com ideais diferentes, o que se deve fazer é admitir que a sociedade inteira está com problemas e não é a diferença entre as pessoas que causam os mesmos.

Mais um país sofreu com a metafísica histórica que afirma e mata antes procurar soluções para a pobreza e a miséria física e intelectual, a imprensa também colabora para a disseminação dessas ideias ao exibir noticias a todo instante sobre as pessoas que tomas essas atitudes e ao tentar encontrar as soluções e as explicações para tais acontecimentos.

É óbvio que estas notícias devem ser mostradas, mas não com todo esse enfoque que propícia a mais extremistas tomarem as mesmas ideias apenas para que seu nome seja exaltado em toda a imprensa.

Tudo em excesso faz mal. E é através de mentes torpes que a religião e os preceitos ideológicos tornam-se algo negativo para o mundo, deve-se olhar a religião como um meio de aproximar-se de Deus ou tão somente para estar bem consigo mesmo, não para justificar mortes e tentar criar uma raça que nunca irá existir, o homem e suas contradições, isso sim, sempre existirá...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Arte

Analisando-se a produção intelectual, tecnológica e artística, que chamaremos genéricamente por "arte", no decorrer da história podemos dividi-lá em três períodos:

1º Período: A Valorização da Arte

Nesse período, anterior a Idade Média, havia o artista e a havia sua arte. De imediato nem um nem outro eram valorizados. Tempos após a morte do artista sua arte passava a ser valorizada. O nome do artista por vezes se perdia, por vezes não.






2º Período: A Valorização da Arte e do Artista

Na Idade Média, sob o patrocínio da Igreja Católica, da ascendente burguesia e da nobreza o artista passa a ser identificado com e por sua arte. Há uma valorização de ambos.







3º Período: Valorização da Arte

Com a criação e o desenvolvimento da internet os artistas vêm batalhando para que sua arte seja relacionada a sí e possam recolher o "louros" de seu intelecto: o reconhecimento e os royalties (valores monetários/dinheiro). Os artistas vêm batalhando para manter os direitos autorais.

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O que está escrito acima representa uma breve e preguiçosa reflexão do autor.
Por favor, críticas.

domingo, 3 de julho de 2011

Antagonismo


Seriam o sexismo feminino e o racismo afro formas de defesas reflexos de um complexo
de inferioridade historicamente imposto?

Sexismo:

O machismo é uma forma de sexismo em que se exalta a preponderância do gênero masculino sobre o feminino.

O machismo é historicamente pautado na força física. Desde há muito a sociedade é pautada nele, a figura do patriarca, o pai de família, o chefe do lar. Esse sistema já fez muita gente e muitas famílias sofrerem.

Surgiu a figura do sexismo feminino, o feminismo. Nesse movimento é pregado a independência da mulher, seu protagonismo e sua igualdade, e também superioridade em relação ao gênero masculino.

Para aqueles que acreditam em Deus ou no Big Bang ou na Evolução das Espécies cedo ou tarde devem chegar a uma conclusão:

"A evolução e o bem-estar só serão possíveis quando houver diálogo franco e respeito". Não há gênero superior. Acreditar na superioridade dos gêneros somente proliferará a dor.

Superioridade Racial:

Desde sempre o ser humano acredita que individualmente ou o grupo a que pertence é o melhor. Na Europa desenharam um Cristo com traços europeus, para se aproximarem da divindade, assim como na arte bizantina o Cristo é representado com os traços bizantinos.

Teorias foram forjadas para provar que determinado povo, com determinadas características, eram superiores e deveriam sub-julgar outros povos, para assim levarem a civilização e a evolução.

Exemplo? Europeus, japoneses, americanos, médio-orientais, ameríndios e vários outros povos, dentre eles até mesmo os afros, que na nossa história de Brasil sempre são lembrados como "os escravos".

Na África também havia escravidão. Tribos africanas escravizavam pessoas de outras tribos e vendiam para europeus. A escravidão faz parte da história do mundo.

No Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo, devido a essa "herança histórica", afro-descendentes foram escravizados e humilhados, por um sistema machista e racista.

Hoje nesses países já não há mais escravidão oficial atrelada à cor de pele, mas a "herança" persiste tanto para os descendentes dos escravizadores, quanto para os descendentes dos escravizados.

Isso é refletido na existência de um sistema de cotas, por exemplo, ou em leis que punem que ofende outra pessoa pela cor de sua pele, se ela for afro-descendente.

Leis que permitem pessoas desfilarem com uma camiseta estampada "100% NEGRO", mas que puniriam um "100% BRANCO".

Convenhamos, isso também é racismo, é discriminação. Cor de pele não define nada. Mas esse antagonismo ainda está presente no âmago da alma de muita gente.

Não são leis que vão mudar o panorama. Educação e respeito, altruísmo, é que transformarão o mundo.

Xenofobia:

Uma discriminação maior que pela cor da pele, mas pelo grupo, ou país, a que pertence. Culturas se acreditam superiores e creem que mistura ou miscigenação acabaria com a pureza, a linhagem, a grandeza de sua identidade.

Seria orgulho ou seria medo?

Exemplo: Americanos com hispânicos, europeus com árabes ou afros, japoneses com qualquer estrangeiro, paulistanos com
nordestinos.

As fronteiras que dividem o mundo só existem no mapa. O mundo é uno, apesar dos oceanos separarem os continentes.

Cultura não é estática, sempre dinâmica.

Aos opositores da globalização: ela é inevitável e, acreditem, benígna. O mundo começa a querer se enxergar como um só. As barreiras ainda cairão.


terça-feira, 21 de junho de 2011

O Dom de Escrever

Duas das maiores dádivas que Deus nos concedeu são: o dom de escrever e o dom de ler. A Leitura é a captação/obtenção de conhecimento. A Escrita a transmissão. Essa dupla se caracteriza como um grande diálogo. Um diálogo que atravessa a História.

Leitura e Escrita, qual o mais simples? Na Escrita somos ativos, transmissores. Na Leitura somos passivos, receptores. Cada um tem seu charme. Escrever muito é diferente de ser um bom escritor. Ler muito é diferente de ser sábio.

Como se tornar um bom escritor? De que é feito um bom escritor? Seria um bom escritor o mesmo bom leitor? Para se escrever bem é necessário ler muito? Um bom escritor é bom escritor porque é mais sábio ou inteligente que os demais? Teria ele uma maior facilidade de organizar idéias? O “dom” da escrita seria, então, proveniente do cérebro? Será necessário um vocabulário farto? Seria tudo simples fato intelectual?

Trago comigo que o bom escritor seja aquele que tem o dom de transmitir sua alma, sua essência, seu sentimento, seu ser em letras e palavras. É mais que ondas eletro-magnéticas que passam por nossas cabeças e nos proporcionam movimentos. Trata-se daquele pequeno universo que existe em nós. Aquele pequeno, porém imenso e desconhecido universo que apesar de estar em nós ninguém nunca viu ou tocou, mas sabe que ele existe. Seria aquele Sopro, o Sopro Divino nas narinas de Adão.

Todas as pessoas tem história, tem gostos, tem sentidos e sentimentos. Todas estão aptas a escrever.

É-nos ensinado que para escrever devemos ter boa ortografia, escrita polida e extenso vocabulário. Sim, essas coisas são importantes, mas não são essências, são apenas instrumentos. O que é diferente de afirmar que não se deve escrever com vocabulário extenso ou da maneira padrão (norma culta) ou cortês. Mas o essencial é outra coisa: o Amor, a Paixão, o Sentimento.

“Mesmo que eu falasse a língua dos homens e dos anjos sem Amor eu nada seria” (1Cor, 13)

De que nos serve todos os instrumentos acima citados se não temos Amor, nem Paixão, nem Sentimento naquilo que transmitimos? Seria uma conversa vazia, sem alma, nem conteúdo. Lixo.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem surgir grandes tramas, novelas, romances, suspenses, histórias, poemas, dramas, épicos, cartas, mensagens.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem pessoas gastarem seu tempo para escrever as grandes e até as pequenas obras. Obras motivadas também pelo ódio, pelo desejo, pela inveja, avareza, ira, gula, luxúria, preguiça, vaidade. Sentimentos.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem surgir livros de Física ou Matemática. Meu Deus, como pode alguém escrever esses tipos de livros? Mas eles têm tanto Sentimentos, tanto gosto nisso que se sentem motivados a transmitir aquilo que faz parte de suas vidas. Aquilo que é parte de suas vidas. Aquilo que é sua vida.

Mesmo que seja impossível materializarmos nosso universo em palavras, não, há palavras para descrever nosso universo, mesmo que seja somente minha alma, o bom escritor é aquele que mesmo sabendo da impossibilidade material de tal feito ainda assim tenta e se esforça para se transmitir a outrem.

Mesmo sabendo que cartas não são beijos, abraços, olhares, sorrisos ou peles, o bom escritor mesmo assim tenta. E mesmo que metafísicamente, espiritualmente, consegue, de maneira imperfeita se materializar e se fazer presente.

Bom escritor? Deve ter Amor.

sábado, 18 de junho de 2011

Faz sentido... (2)





"É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."

Franz Kafka

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Maconha! Hemp!

A descriminalização da maconha voltou a ser discutida.

Há aqueles que são extremamente contra.
Há aqueles que são extremamente a favor.

A discussão ganhou espaço depois que o ex-presidente do Brasil,
Fernando Henrique Cardoso se posicionou a favor da descriminalização.

"FHC quer liberar o Δ9-THC!"


Sempre que se fala sobre a descriminalização da maconha esbarra-se, princip
almente, no moralismo e em pré-conceitos.

Moralismo: é porque é errado mesmo. Deus não nos quer usando entorpecentes. É errado. É imoral. É-nos ensinado desde sempre que maconha é droga. Maconha é ruim. Pessoas boas não fumam maconha.

Pré-Conceito: todo usuário de maconha é vagabundo, É retardado. É bandido.

Acredita-se que a descriminalização transformaria o Brasil em um país de viciados. Ninguém mais trabalharia. Haveria "bocas de fumo" a cada esquina.

Mas o principal empecilho é mesmo de caráter moral/cultural.

Um receio que trago: a descriminalização realmente resolveria a questão do tráfico de drogas?

Essa é uma das principais bandeiras a favor da descriminalização. Acredita-se que o grande problema da criminalização (da maconha) é o tráfico. Pessoas "consomem" a droga. Não há um mercado formal. Busca-se no mercado informal. Esse dinheiro pode, e acredita-se, ser revertido para financiar o tráfico, assassínios e cor
rupção.

Havendo um mercado formal, haveria empresas formais, recolhimento de impostos, geração de emprego, fiscalização.

A pergunta que faço:
A população preferiria a droga legal em detrimento da ilegal? Pois acredito que a droga legal seria mais cara, porém legalizada.

Qual seria o local de comércio? Fármácias? Bares? Casas
especiais?

Haverá quem lembre que maconha é droga. Vicia.

Álcool também é entorpecente e também vicia.
Cigarro também vicia.

Esses são dois exemplos de drogas lícitas, que geram emprego, recolhem impostos, são fiscalizados e têm também empresas que respondem legalmente por esses produtos.

Mas a maconha vicia!

Álcool vicia. Cigarro vicia. E nem por isso eles levam ao consumo de drogas mais pesadas.


O uso da maconha causa a perda de neurônios, que são células extremamente importantes e que não são renovadas.

O álcool também causa a perde neurônios. Cabecear uma bola de futebol também causa a perda de neurônios.

Sobre o trabalho: há aqueles que acreditam que se a maconha fosse legalizada, muitas pessoas parariam de trabalhar. Isso porque estariam entorpecidas sob os efeitos da maconha.

Outra questão:
Será que a sociedade tem responsabilidade para conviver com a maconha legalizada? Será que entorpecidas pela maconha elas deixariam de trabalhar?

Bem, nós convivemos com as bebidas alcoólicas...

Provavelmente a maconha não será legalizada tão cedo. Motivo? O Moralismo.
Seus usuários/consumidores continuarão na ilegalidade e por isso financiando o tráfico.

A discussão continuará...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Denonautas faz versão de Back in black



“Estamos tentando mudar a cena e vocês nem ajudam” – Essa foi a reação de Tico Santa Cruz às críticas sobre sua versão do clássico do AC/DC – Back In Black.

Ao alegar que o Rock Nacional esta morto e que os “roqueiros de gaveta não fazem porra nenhuma pelo rock no Brasil” Os Denonautas Roque Clube fizeram uma versão de Back In Black criticando o rock colorido da atualidade, o que não faz sentido é que a crítica é feita através de uma letra pitoresca e com a melodia e refrão são os mesmos do original.

Quando se fala em inovação entende-se uma busca por novos elementos ou o renascimento de elementos já consagrados. O que não faz nenhum sentido é que além da letra ser péssima a música é cantada numa forma que lembra muito o Rap e que não remete em nada inovação. Não seria muito dizer que ao tentar renovar eles conseguiram um retrocesso sem precedentes.

“Querem me calar e mesmo assim
Eu sigo na missão e vou lutando até o fim
Se o meu som não te toca rá,não tem problema
Entro pela internet depois quebro teu sistema
Censura, boicote, alienação
Querem jovens idiotas pro futuro da nação
Mas não foi sempre assim e nem precisa ser
Quebre essa corrente então bota pra foder
Com esses moleques retardados criado em shopping
Todos afetados, cérebro de brócoles
Dizem que isso é rock isso não é rock não
Rock é isso aqui então aprende esse refrão

Heeeeeeheee
I'm back in black, cuz' i'm back in black”

(Trecho da música – letras.terra.com.br)

É óbvio que o Rock atualmente nem merece ser chamado pelo mesmo ao observar a história dos grupos consagrados nesse contexto, mas criticar as músicas atuais não muda em nada, ainda mais com uma letra que não lembra nenhum pouco as grandes composições de antigamente e muito mesmo a forma como eram cantadas. Cabe ao Detonautas aceitar às críticas e tentar de novo se eles realmente quiserem mudar algo na música, já que a primeira tentativa foi falha e não inova em nada a música nacional.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Idéia De Viver...

No limiar de meus pensamentos devaneio-me com a possibilidade de que em algum lugar no tempo e espaço fomos avisados de como seria o mundo e de alguma forma nos esquecemos. Tudo o que passamos todas as respostas que procuramos tudo o que nos é feito e mesmo assim queremos mais do que tudo sem alguma confirmação nem chancela, viver, viver bem e na maioria das vezes tememos o nosso fim, fim que em minha opinião poderia ser um limite para o verdadeiro início.

O que faz que nossa passagem seja mágica deve ser alguma idéia inata de que tudo o que passamos aqui de alguma forma nos guiará para uma vida em algum tipo de plano superior.

De alguma forma sabemos disso, mas nos passa despercebido por algum outro desconhecido motivo. Claro que na maioria das vezes nos indignamos com os maus momentos e com as rasteiras que a vida persiste em deixar acontecer, o que não faz com que deixemos de querer estar neste mundo (não em sã consciência).

Como disse Schopenhauer “ nos preocupamos com o cadarço do sapato apertando nossos pés mas não vemos toda a saúde do resto de nosso corpo”...

Deve ser isto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama Bin Laden


A cada dia que passa a História vai sendo escrita.

Osama Bin Laden, fundador da rede, considerada terrorista, Al Qaeda, que assumiu a responsabilidade pelo maior atentado já realizado em solo americano/estado-unidense, que ficou históricamente conhecido como September 11th (11 de Setembro de 2001), está morto.

Após 9 anos o exército americano/estado-unidense conseguiu pegá-lo, em uma mansão em Islamabad, no Paquistão.

Particularmente, sou a favor da causa muçulmana, em se tratando ao respeito e ao direito à liberdade religiosa e cultural, que todos os povos têm direito. E o que é diferente de ser a favor de guerras e atentados.

Trago também que a cultura jamais foi ou será um processo estático, mas sim sempre dinâmico.
E discordo que a democracia seja o ápice ou o fim a que todos os povos tenham a alcançar.

A justificativa da Al Qaeda e de outros grupos internacionalmente considerados terroristas, de fundamentalistas muçulmanos para os atentados e ataques é que os Estados Unidos da América e outros países europeus estão corrompendo sua cultura (árabe). Ou seja, a corrupção dos valores muçulmanos é o ataque, o contra-ataque são os atentados.

Diz-se popularmente que não se discute política, nem religião. Então quando se mistura os dois (= Teocracia) resulta em ditadura?

Cultura é dinâmica, cedo ou tarde os valores e crenças muçulmanas também irão se transformar. Isso é inevitável. Exemplo? Várias revoltas nos países que se mantém em ditadura teocrática. O que virá depois que as ditaduras caírem? Democracia? Outra Ditadura? Parlamentarismo? Só Allah sabe. A maneira deles, eles se organizarão, mesmo que seja banhado a muita guerra e sangue ideológico e tribal.

Que Allah e o Profeta tenham piedade. E como está no Al-Corão:

"A piedade não consiste em voltar a face para o Levante ou para o Poente. Piedoso é aquele que crê em Allah e no Último Dia e nos anjos e no Livro e nos Profetas, que dá dos seus bens, embora apegado a eles, aos parentes, aos órfãos, aos necessitados, aos viajantes, aos mendigos, que resgata os cativos, recita as preces e paga o tributo dos pobres, que cumpre suas obrigações e é resistente na adversidade, no infortúnio e no perigo. Esses é que são os crentes e os piedosos." 2,177

A História vai sendo escrita...