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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Funcionário Não é Amigo



Manual do Capitalista Selvagem

Funcionário não é amigo.


Nada te impede de tratares bem teus funcionários.

Isso, aliás, é essencial para a harmonia do ambiente de trabalho voltada para uma melhor e mais proveitosa produção e rendimento do trabalho.

Porém, deixes bem claro tua função, patrão e a função subalterna, funcionário.

Caso contrário corre-se o risco de "trair" a confiança do funcionário e atrair sobre ti o seu ódio e sua mágoa, resultando em trabalhos menos proveitosos e com menor rendimento.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Como ficar famoso hoje em dia.

- Seja do tipo : ‘Rebeldes Sem Causa’.

- Seja sempre irônico, em tudo.

- Critique os modismos, com veemência.

- Use sempre palavrões.

- Faça algumas abordagens históricas superficiais. (Daquelas! , Feitas a partir da Wikipedia)

- Use mais palavrões .

- Faça-se parecer um Nerd injustiçado.

- Compre uma filmadora( Se não puder, use a webcam)

- Poste no Youtube.






Daí é só esperar um pouco...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como Alienar Peão


Manual do Capitalista Selvagem

Como Alienar Peão



- Pagar uma cerveja para ele.

- Cumprimentá-lo, de preferência olhando em seus olhos e com tapinha nas costas.

- Deixá-lo ouvir música (de preferência pagode ou sertanejo).

- Dar uniforme.

- Dar gratificações ou premiações (funcionário do mês, por exemplo).

- Convidar para uma confraternização, de preferência um churrasquinho com música sertaneja, ou pagode.

- Deixá-lo dirigir o carro da empresa, mesmo que seja para lavá-lo.

- Promessas de crescimento profissional.

sábado, 18 de junho de 2011

Faz sentido... (2)





"É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."

Franz Kafka

sábado, 28 de maio de 2011

Como Tratar Depressão



Manual do Capitalista Selvagem.

Como tratar depressão.

- Contratar um inescrupuloso, porém inteligentíssimo e astuto psicólogo.
- Pagar-lhe um excelente salário.
- Missão:
-- Identificar funcionários desmotivados e com início de depressão.
-- Forjar pretexto para demití-los.

Ê, mundo cão...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Falta do Expressar...

As palavras atritam em minha garganta, as palavras não parecem fazer mais o mesmo efeito. Tento encontrar definição para o que sinto, mas as palavras que conheço já não fazem efeito, olho em obras e mais obras, dezenas de dicionários... Parece que em alguma época da história elas estiveram ali, todavia, desapareceram.


Queria expressar-me, está difícil, não sou como Kubrick e Allen, não tenho uma câmera. Não sou como Goya e Munch, não tenho um pincel. Não sou como Lennon e Dylan falta-me uma guitarra. Fica então meu desalento por ser mais um incompreendido que não tem como se expressar, expresso me somente em apreciar os que souberam se expressar antes e...


Isso me conforta...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cartas Marcadas...

É triste ser um homem de lugar nenhum, como diria Lennon, ter a vida inteira pela frente e ver que na verdade a vida inteira não é tão grande coisa assim. Ter que se preocupar com as coisas mundanas que consomem demasiada parte da vida ás vezes torna se o mais importante, (pois temos que sobreviver é isto requer dinheiro) isso faz com que o que nos queremos torne-se apenas um substantivo: Sonho.

É clichê dizer isto, mas a sociedade nos preparou a ter uma vida com o roteiro preconcebido, todas as limitações estão aí, é óbvio que temos escolhas, mas, seria ingenuidade ou até mesmo falta de inteligência dizer que as nossas escolhas não são cartas marcadas.

No mais, é melhor viver uma vida de cartas marcadas do que vida nenhuma. O que se deve fazer é viver para os momentos que realmente valham à pena, o que não vale, deixe que a natureza faça seu papel, o fato é que tudo tem um fim, ou seja, que sempre há tempo para recomeçar...

“O homem deve ser superado” – F. Nietzsche

sábado, 14 de maio de 2011

Mensagem Siciliana



Filme "O Poderoso Chefão"

Peixes


Osama Bin Laden, antigo líder da Al Qaeda

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América

Ayman Al-Zawahiri

Situação:

Barack Obama estava vendo o filme "O Poderoso Chefão" quando foi informando que soldados americanos mataram Osama Bin Laden.

Com a justificativa de "evitar peregrinação", o corpo de Osama Bin Laden foi jogado ao mar.

Barack Obama manda uns peixes para Ayman Al-Zawahiri, que pergunta a um "jihadista":

"Que p... é essa?"

O "jihadista" que viu o filme "O Poderoso Chefão" saca e responde:

"Isso é uma mensagem siciliana. Osama Bin Laden virou comida de peixes."

sexta-feira, 18 de março de 2011

No Corredor


Acordo empapado de suor. Ainda é madrugada, ao menos suponho que seja, aqui dentro do meu quarto é impossível saber a hora exata. Tento dormir novamente, não consigo, é impossível, a ansiedade me domina, dentro de algumas horas estarei dando o mais belo espetáculo de minha vida, um momento pelo qual sempre esperei.

            Decido parar de tentar adormecer. Não faz mais sentido sonhar, tenho poucas horas antes do “show”, preciso aproveitá-las acordado. Fico observando o teto, o mesmo maldito teto com que dei as caras assim que acordava nos últimos anos. É a última vez que o observo assim. Estou me despedindo deste lugar, deste mundo, indo para a glória, a transcendência.

            Finalmente a manhã chega, sei disso pelo rapaz uniformizado que passa em frente ao meu quarto apressadamente. Sendo assim, em pouco tempo o café  é servido: mingau de aveia, pastoso e doce, não é dos meus preferidos, mas me acostumei ao sabor.

            O rapaz aparece novamente trazendo uma visita, um homem com uma batina e bíblia na mão, um padre, presumo. Não entendo o que um destes quer ao me visitar, enfim, ele entra no quarto de forma cautelosa e senta-se na beirada de minha cama respeitosamente.

            E começa o seu discurso sobre Deus, céu, inferno, sentido da vida, perdão e Cristo. Depois de um monólogo interminável pergunta-me se quero me livrar da culpa, dos  pecados.

            Não o entendo, nunca fui pecador, nunca fui culpado de nada, sou um dos seres mais puros que já pisaram neste planeta, talvez a única culpa que tenha seja de ser um eterno lutador, um artista, alguém predestinado ao sucesso.

            Tento explicar isto ao camarada. Ele não entende e insiste em seu argumento. Digo que está muito enganado, que estava naquele lugar não por ser um condenado ou por ter cometido algum crime, e sim para me preparar para o espetáculo final, para a minha obra-prima essencial.

            Um abatimento cai sobre o rosto do homem. Ele se levanta, balança a cabeça tristemente e vai embora com as suas fábulas sobre o céu e o inferno.

            Estimo que se passem mais algumas horas. O nervosismo cresce dentro de minha alma, o coração parece que vai explodir. Será que estarei pronto? Será que irei satisfazer o público? A incerteza é angustiante.

            O almoço chega, mas não qualquer almoço, esse é especial, eu o escolhi, deram-me esse pequeno prazer. Feijões vermelhos, ovos, amendoins e suco de abóbora. Tudo na proporção exata. Engulo com voracidade, com o apetite de um rei. Sou o mais sortudo do mundo neste momento.

            Mastigando, uma reflexão vem a minha mente: depois de hoje, dentro de alguns minutos, suponho, não precisarei de refeição alguma, nunca mais, então por que ingiro esta? Alimentos servem para dar energia, para sobreviver, para dar continuidade a vida, e minha vida, bem... Confesso, esse pensamento infeliz tirou um pouco de meu apetite.

            Após o almoço, dois uniformizados aparecem, abrem as portas de meu quarto, e pegam-me pelos braços (ainda bem, não sei se iria conseguir ficar de pé sozinho) e sou levado.
         
            Enquanto sou arrastado ao destino final, passo a passo pelo corredor cinza escuro, tento relembrar o que me levou até aqui, lembranças vagas e imprecisas passam pela cabeça, não consigo conectá-las com o agora. Não importa, não é necessária explicação, talvez eu simplesmente sempre estivesse aqui, caminhando pelo corredor cinza escuro lustrado.

            Chego ao palco, olho com relutância A cadeira, onde farei a performance. O público sentado ao fundo dirige olhares frios como pedra a mim. Os uniformizados colocam-me  no lugar devido.

            O procedimento é iniciado. Sou amarrado, esponja molhada é colocada sobre  minha cabeça, assim como um tipo de capacete, gotas d’água escorrem sob meu rosto. Sinto-me tenso.

            Um dos uniformizados começa a falar em voz alta, cita um nome várias vezes, de alguém que certamente não conheço, um sujeito que cometeu vários crimes hediondos e outras besteiras que não tinham nada a ver comigo. Deve ser algum faz de conta, parte do teatro.

            Perguntam-me se tenho últimas palavras, não, não as tenho, tudo o que faço é sorrir de forma nervosa. Mostrarei o que realmente sou, o importante, no espetáculo a seguir.       

            “Que Deus tenha piedade de sua alma”, diz um homem. A platéia me olha de forma raivosa, sedenta por um pedaço de mim. Bem, logo terão isso. Fico feliz.

            Uma alavanca é acionada. Corrente de excitação pelo corpo. O show começa.

         

...                  

domingo, 13 de março de 2011

O mundo é minha Representação!!!!!!

Schopenhauer em sua obra “O Mundo como Vontade e Representação “(1819) estabeleceu os conceitos de Vontade e Representação; a Vontade seria o fato de que o homem ao tomar consciência de si ele se experiência a ser movido pelas paixões, desejos e aspirações.

Já a Representação seria obtida através de dois pólos, o objeto, constituído a partir do tempo e espaço, a outra, seria a consciência subjetiva acerca do mundo, sem a qual o mesmo não existiria.

Como o homem tende a sempre desejar, o desejo o lança a um ciclo de aspirações sem fim, desta forma a vida do homem caminha para o sofrimento. Com isso a supressão da dor torna-se então momentânea, pelo fato de sempre desejar algo, o que gera assim uma ausência momentânea de infelicidade, a partir desta supressão, deseja-se novamente, o que gera dor, esta dor seria a única e verdadeira realidade.

Partindo deste pressuposto, faça o que desejar, torne todo o momento que vive em sua vida na eterna confirmação e chancela de que a vida realmente tenha um sentido e que esse mundo é o melhor dos mundos possíveis (apesar do Fiuk, Restart, corrupção, doença, etc.), nós fazemos nosso mundo!!!!


“O mundo é minha Representação” – Arthur Schopenhauer

sábado, 12 de março de 2011

Diferente, mas igual








            Muito já foi falado sobre a nossa suposta “evolução espiritual”, o dia em que tudo irá mudar, no qual nós, finalmente, iremos entrar em paz consigo mesmos, essa verdadeira mudança por qual muitos anseiam desde o início dos tempos.
            Pois, falando a verdade (ao menos a minha verdade), as coisas só mudaram na superfície, aliás, dane-se essa “coisificação”, quando digo “coisas” me refiro à sociedade e a todas as instituições que a compõe, me refiro também ao campo individual, a nós mesmos, que só mudamos e dançamos conforme a música, de maneira superficial e não verdadeira.
            Tudo continua, em essência, a mesma coisa (a maldita “coisificação” de novo!), pessoas se aproveitando uma das outras, violência se alastrando como uma praga, a idiotice generalizada, ricos ficando cada vez mais ricos e pobres ficando cada vez mais pobres (wow, que original!), o sistema virou algo enorme e sem controle, onde cada um que o compõe pensa, antes de tudo, em seu crescimento individual do que o bem estar de nossa querida sociedade, um exemplo clichê, mas ainda sim um exemplo, são os nossos políticos, que pensam mais no próprio bolso do que o bem estar de nossa nação, mas não vamos culpá-los, afinal, a maioria das pessoas também fazem isso, chega a ser natural.
            É cíclico, estamos cometendo os mesmos erros que foram cometidos há centenas de anos, talvez, como já foi dito, seja de nossa natureza, pois, convenhamos, é confortável e seguro seguir o passo de nossos ancestrais e repetir a mesma bobagem de novo e de novo.
       A tecnologia pode mudar, novas modas e religiões podem vir, nossos líderes podem dar seus lugares a outros, enfim, podem ocorrer várias mudanças no sistema, mas tudo isso é só a superfície, a transformação não passa de uma ilusão barata, ainda engolimos sapos do governo, ainda fingimos que o sistema, que é contraditório pois tenta manter a ordem mas tem uma natureza caótica, faz sentido, enfim, chegou-se ao ponto em que mencionar a palavra “hipocrisia” é hipocrisia.  
            E não há como ter alteração real (se é que tal existe) enquanto este sistema autodestrutivo e cíclico perdurar. A humanidade já mostrou inúmeras vezes que é apta a cometer o mesmo maldito erro várias e várias vezes, basta olhar a história, desde o início dos tempos, e é esta mesma humanidade que criou esse sistema, ou seja, a sociedade já nasceu como uma anomalia e mesmo assim ainda tenta passar uma imagem de algo organizado, controlado, bem, mas não é assim, somos regidos pelo Caos e tão somente pelo Caos, fugir disso é impossível.
            Enfim, se existe alguém ainda lendo este texto pretensioso, generalizado, misantrópico, niilista e cheio de erros gramaticais, o que quis dizer é que até o “novo aeon”, “2012”, apocalipse, renascer da humanidade, a tão afamada utopia, ou qualquer bobagem idealizada do tipo, viveremos num ciclo interminável, onde tudo só muda na aparência e o grosso do caldo, o grande problema, continua intrínseco à sociedade. Claro que existe esperança, mas esperança é o que é, algo supervalorizado, o eterno esperar de algo que pode muito bem não acontecer.
            Se existe solução? Provavelmente não, os que tentam alterar e subverter este quadro geralmente são punidos e excluídos da sociedade, e a maioria não está disposta a isso, incluído eu, pois é uma batalha perdida, só me resta observar tudo ao meu redor mudar mas no fundo continuar a mesma porcaria pútrida de sempre, diferente, mas igual.