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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Marcha Contra a Corrupção


A palavra "corrupção" é derivada do verbo "corromper" que pode ser sinônimo de "perverter", "deteriorar".

Crackers invadiram o sistema de um dos principais colégios particulares de Uberlândia e distribuíram o gabarito para os alunos, que foram muito bem nas provas.

O diretor anunciou que as provas seriam refeitas.

Muitos alunos se sentiram lesados, pois de fato haviam estudado muito, e protestaram se vestindo de preto e se recusando a retornar para a sala de aula após o intervalo.

Para esse dia sete de setembro, em que se comemora a Independência do Brasil, está sendo organizada uma grande manifestação em caráter nacional, a MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO.

Mas o que é essa marcha? Qual sua finalidade?

Provavelmente essa marcha não mudará nada. Mas nem por isso ela é inútil. Vamos reconhecê-la, vamos considerá-la como um grito. Um primeiro grito. Um grito de um povo que está cansado de corrupção. Um grito de um povo que começa a entender e compreender o que é um país e como ele deve funcionar. Um grito que venha a nos despertar uma consciência política. Um grito que reúna essa nação. Um grito de "independência ou morte". Independência das amarras da corrupção que travam todo o crescimento e bem-estar de um povo.

São muito bonitas essa ideia e essa ação de mobilização social. O brasileiro precisa se unir e se organizar.

Diz um ditado que "o exemplo vem de cima".

Mas, lembrem-se brasileiros, quem elege os políticos é a própria população. Os nossos representantes são reflexos nossos. "Cada povo tem o governo que merece", diz outro ditado.

Voltando ao início desse texto, temos um exemplo de corrupção. Quem nunca colou em prova? É uma coisa pequena, uma coisa besta, mas também é corrupção. Uma pequena corrupção. E depois os próprios corruptos, aqueles que se utilizaram dos gabaritos também se vestiram de preto e se fizeram indignados.

Em um país que fatura trilhões de dólares, o que será que representariam alguns milhões desviados? Talvez pouco. Mas é errado. Isso é desvio do fruto do trabalho de uma nação.

E aqueles que desviam, quando acusados também vestem a camisa preta, ou seja, acusam a mídia, a população e adversários de perseguição política, calúnia, difamação, conspiração, dentre outros.Itálico

Realmente, muito bonita uma idealização de uma Marcha Contra a Corrupção, mas se não houver uma mudança de mentalidade de cada um, um combate individual contra as próprias pequenas corrupções e se não houver a busca do crescimento de todos, será somente mais uma passeata com um slogan bonito no qual as pessoas sairão iludidas de terem feito algo pelo futuro da nação, quando na verdade nada fizeram.

domingo, 4 de setembro de 2011

Como vender Anarquia


Autor: Janos Biro




O filme V de vingança é baseado numa história em quadrinhos que critica os regimes totalitaristas. Temas como a liberdade, o moralismo e o autoritarismo são discutidos junto com questões como identificação, massificação e violência. Num todo, é uma obra prima. Porque então alguns anarquistas se revoltaram quando Hollywood fez a versão cinematográfica de V de vingança? É fato que muita coisa foi amenizada, mas o fato da obra não estar completa não é motivo para quebrar um cinema. Pelo menos parte da mensagem estava ali, já não está valendo? Pelo menos é isso que somos levados a pensar, mas quando pensamos: porque afinal Hollywood iria fazer um filme assim? E quando vemos os produtos relacionados ao filme sendo vendidos pela Internet, começamos a desconfiar...


Esta é a descrição do produto “Máscara de V de vingança”, no site da Amazon: “Vá em frente e sorria para a câmera. Divirta todos que você encontrar com essa máscara do V de vingança. A máscara é exatamente igual àquela usada por V no filme de ação, V de vingança. A máscara é feita de plástico e vem num tamanho padrão. Por favor, note que não inclui chapéu e cabelo. A máscara tem um bigode e um cavanhaque que lembra o histórico Guy Fawkes. Vá em frente, use essa máscara e lidere a revolução, mas, por favor, não acabe na cadeia. As pessoas não deveriam temer seus governos. Os governos deveriam temer as pessoas! Imagine-se numa distopia, onde o governo controla cada movimento seu. Toda esperança estava perdida, no entanto uma pessoa, um homem, ousou se levantar e liderar uma revolução inteira sozinho. Seu nome era V, sempre se lembre, lembre-se do cinco de novembro!”



Ao ver uma idéia anarquista sendo vendida, sendo assimilada pelo capitalismo, eu finalmente entendi o que levou aqueles anarquistas a quebrarem o cinema. As pessoas estão se revoltando contra a cultura, e ao mesmo tempo a indústria cultural busca aliviar essa sensação vendendo fantasias de revolta. Criando um mundo imaginário onde você pode se revoltar, contanto que pague por isso, e assim desviando a revolta que de outra forma atingiria o mundo real. Nos revoltamos por não podermos mais nos revoltar. A sociedade usa esse artifício para manter suas contradições livres do questionamento. Isso é uma violência, não importa o quanto reprimamos isso, eventualmente ela vai se manifestar. Não importa quantas válvulas de escape sejamos capazes de construir. Quando se manifestar, podemos acabar no outro extremo, o que será ruim. Mas é a natureza humana. Quanto mais a negarmos, mas violentamente ela irá reagir. Essa é a contradição do discurso pacifista, pois não é possível ignorar a violência que já sofremos, não é possível esquecer o passado e lidar com tudo racionalmente a partir de agora. Seria ideal, mas é irreal. Por mais que você seja contra o dano à propriedade, não é possível ignorar essa reação. Você comeu comida estragada e não quer vomitar no seu terno novo, mas não vomitar não é uma opção. Segurar esse tipo de reação só vai piorar as coisas, então o negócio é saber lidar com elas.



O próprio ato de quebrar o cinema pode ser encarado como uma distração. Mais uma válvula de escape. Como de costume, não há um manual sobre o que fazer. O que podemos é identificar o que não funciona. O problema não é o fato de termos reguladores, afinal reguladores são necessários para manter um sistema em homeostase, mas sim que temos uma pseudo-regulação. Ela não expulsa a pressão, ela a acumula em outro lugar. A nossa autonomia vai sendo substituída por coisas que no fundo não a podem substituir, e o homem se sente cada vez mais carente de coisas que ele cada vez menos pode definir, porque a carência vai sendo transferida de um lado para o outro. No final ela atinge todos os aspectos do seu ser e ele se sente carente de si mesmo, sente que sua realização enquanto ser humano é impossível. Isso porque a autonomia é o princípio da vida, sem ela ninguém pode dizer que está vivo, sem ela somos meros objetos. É esse tipo de violência que a cultura comete, ela nos tira a possibilidade de estar vivo, mas não nos mata. Isso é pior que morrer. E a cultura espera que sejamos pacíficos e discutamos racionalmente sobre isso? Desculpe, mas objetos falando de liberdade não nos interessam, porque objetos não podem ser livres. O que nos interessa é resgatar nossa capacidade de ser mais que um objeto, e se essa cultura impede isso, então ela deve mudar. O que quer que ela tenha produzido que não puder ser aproveitado por seres humanos autônomos vai perder seu valor, isso inclui propriedades. A manutenção dessas existências não justifica a impossibilidade da vida humana.



E se pessoas se tornam objetos e passam a pertencer à cultura tanto quanto as outras propriedades, podem ser assassinadas? Eu não defenderia essa interpretação, porque acredito que as pessoas, por mais que reprimam isso, sempre vão buscar autonomia. Nunca serão objetos por escolha, portanto nada justifica que eu os mate por se comportarem como objetos. Os assassinatos que V cometeu eram uma vingança pessoal. Apenas ele podia se vingar dessa forma, e não sem dar a própria vida em troca. Ele aproveitou a sua vingança pessoal para lutar por algo mais que pessoal, e não o contrário. Nós sofremos a violência da cultura, mas todos sofrem. Não podemos fazer vingança contra um homem por um ato da cultura, e de nada adiantaria, pois simplesmente seriam substituídos. V se encontrava numa posição especial, foi torturado até perder a identidade. Sua vingança se tornou sua identidade, a única coisa que dava sentido à sua vida. Mas sua vida perderia o sentido depois que a vingança fosse realizada, por isso ele transformou um ato pessoal numa manifestação que fizesse sentido a todas as pessoas. Todas elas puderam se identificar entre si no fato terem suas vidas impossibilitadas pela cultura.



V nos lembra da impossibilidade de se viver numa cultura de domínio, esta é sua verdadeira obra, e não matar tiranos ou explodir o parlamento. Sabemos que essas ações por si só seriam inúteis. Com base nisso, podemos dizer se quebrar o cinema foi um mero ato de vandalismo ou um ato de “legítima revolta” em resposta à violência que foi cometida: tentar transformar uma boa mensagem sobre o totalitarismo num produto vendável que banaliza um questionamento sério, que transforma a realidade numa ficção. Que diz, em outras palavras: “Anarquismo é divertido, porque tem explosões e lutas, mas é só de mentirinha”. É triste ver as pessoas saírem do cinema “de alma lavada”, pois enquanto lavamos nossa alma com alvejante, nossa autonomia está sendo jogada no lixo.



 Achei o artigo bastante propício para o movimento anonymous que vêm ocorrendo pelo Brasil e o mundo.
   

quarta-feira, 8 de junho de 2011

X-Men: First Class

O X-Men surgiu como comics (quadrinhos) nos Estados Unidos da América.

Trata de relações entre seres humanos normais e seres humanos com alterações genéticas
que lhes confere alguma habilidade, os mutantes.

A sociedade americana/estado-unidense históricamente é fortemente marcada pelo preconceito racial ("brancos" versus "negros"), principalmente ao
sul do país.

A arte é reflexo da história. Os quadrinhos são mercado, mas também são arte.

Muitos brancos americanos se consideravam melhores e superiores e puros em relação aos afro-americanos.

Em X-Men os "normais" se consideram melhores ou superiores ou puros em relação aos mutantes.

Essa "guerra racial" existe em várias sociedades. Aqui no Brasil também há essa discussão sobre direitos e deveres "raciais".

Voltando ao ambiente americano destacam-se dois personagens:


Martin Luther King que defendia a união entre os brancos e os negros. Defendia a paz.

Malcolm X que defendia o direito do afro-americano de revidar e contra-atacar os ataques dos brancos, para se defender. Era acusado de ser racista.

Em X-Men temos dois personagens que também se destacam:

Professor X que acredita na convivência pacífica entre "normais" e mutantes.

Magneto que defende que os mutantes são raças superiores e que devem se impor sobre os "normais".

terça-feira, 29 de março de 2011

José Alencar

José Alencar Gomes da Silva


Longe de qualquer ideologia política ou de qualquer pretensão ou qualquer coisa do gênero, faleceu nesse 29 de março de 2011, em São Paulo - SP, aos 79 anos, o político e empresário brasileiro e ex-vice-presidente da República Federativa do Brasil, José de Alencar, mineiro nascido em Muriaé - MG.

Popularmente se diz que três coisas não se discutem: Religião, Política e Futebol.

Se ele foi bom ou mau político fica ao critério do crítico.
Pessoas são ruins. Pessoas são boas. Carregam consigo essa dualidade: o bem e o mal.
Erram muito, mas também acertam bastante.
Interesse. Isso move o mundo. Somos guiados por nosso interesses, que podem levar tanto à coisas boas quanto à coisas ruins.

Política é um jogo e uma arte. A arte de negociar, de saber conquistar e saber ceder. Existe o bem e o mal na política?

O que guardo de José de Alencar?
Independente do que ele foi ou deixou de ser, foi um ser humano. Com todas as virtudes e todos os vícios que podemos carregar.

E foi bruto! Venceu diversas batalhas contra o câncer, mas perdeu a guerra.
Nenhum ser humano, normal, gosta de sofrer, mas pode aceitar a dor.
Mesmos os inimigos e desavenças de José de Alencar,
porque na política sempre se faz inimigos e desavenças,
devem reconhecer que ele sofreu com sua enfermidade.
E lutou por sua vida, o que é bastante normal, ou deveria ser.

José de Alencar foi viking. Passou por várias cirurgias.
Que seja recebido em Valhalla por Odin e viva sua vida imortal
Com muita cerveja e muita carne e rodeado por belas valquírias.

Um desejo por todos os seres humanos:
Que batalhem pela vida!
Que tenham morte gloriosa!
Que sejam dignos de Valhalla!
Que sejam felizes!


quinta-feira, 3 de março de 2011

Brasil - Amo esse País

Vikings, vamos falar de Brasil, mas será apenas uma pequena resenha, nada muito aprofundado.
Muita coisa se pode dizer desse país. Dependendo do escrevente pode-se pintar esse como o pior país do mundo, mas também como o melhor.

Hoje não venho aqui criticar nossa má distribuição de renda, nosso sistema de leis, nossos sistemas falhos de saúde e educação ou nossos péssimos governantes e várias outras coisas que se podem criticar.

Mas quero falar sobre o povo brasileiro. Povo esse que dou Graças a Deus por fazer parte. Um povo que não tem bem uma cara, mas um povo multi. Um encontro do mundo.

Um povo de várias raízes: lusa, espanhola, italiana, africana, japonesa, síria, alemã, indígena.

Várias crenças: cristãos, muçulmanos, judeus, umbandas, macumbeiros, espíritas, ateus.

Vários estilos de música e dança: sertanejo, samba, bossa nova, carimbó, xote, xaxado, baião, frevo, axé, rock, forró, funk.

Um povo que é vários povos.

Gostaria de falar do nosso tão famoso Carnaval. Eu que tenho um gosto todo especial pelo sertanejo (perdão, vikings!) abro espaço para o axé e para o samba que tanto animam nossas festas.

Mas gostaria mesmo de falar é sobre os famosos Blocos Carnavalescos.

Aqui em Uberlândia não temos um carnaval tão tradicional. De uns dois a três anos p'ra cá é que começaram a surgir os blocos de carnaval de Uberlândia.

Tem aqueles que não gostam nem de carnaval, imagina então de blocos carnavalescos?

Mas tenho comigo que se for para brincar, sem lesar ninguém e de uma maneira saudável, pular, cantar, varar a noite, Viva o Carnaval Brasileiro! Viva a Brincadeira!

Como dizem Tonico & Tinoco em "Canta Moçada": "Canta moçada, que é de madrugada"

Benito di Paula: "Se você chegar fora de hora, não deixo você desfilar no meu cordão"

Chico Buarque: "Que eu quero saber do seu jogo, que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero arder no seu fogo!"

E que rios passem por nossa vidas, como passaram pela vida de Paulinho da Viola.

Nesse carnaval que até Ryu, Ken, Mulher Maravilha e o Super-Homem participam.
(procurar no youtube os respectivos vídeos. É só escrever axé e Liga da Justiça ou Street Fighter)

Essa festa, desse povo que é vários povos e que apesar de todo sofrimento tem muito o que mostrar para o mundo todo.

Porque como diz Claudinha Leite: Aqui não tem vulcão. Aqui não tem terremoto. Quero paz, carnaval, futebol!

E o Gonzagão: "Vem morena pros meus braços, vem morena, vem dançar!"

É...
Pintei como o melhor país do mundo...
Não é o caso...
Infelizmente muitos morrerão nesse carnaval...
Acidentes de carro, brigas...
E muitos continuarão de barriga vazia...
Solução para isso?
Pensam ser política?
Eu digo ser Caridade!

Festejemos!!!
Mas não nos esqueçamos do semelhante!

Porém vale lembrar que não se pode abraçar o mundo todo.
Pobres, como disse o Cristo, sempre existirão.
E, para os críticos da pompa do carnaval,
Não é necessário que se abandone a principal festa do país para que ele cresça.

Tem tempo e espaço para tudo!
Esse povo, que amo, pode sim progredir
E continuar sendo o encontro do mundo: Brasil.

(a postagem ficou "mei" grande, e eu queria postar as imagens de blocos famosos de carnaval...
Só por curiosidade, pesquisa no Google, senão a postagem fica muito extensa. É chato!)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Caso WikiLeaks

A organização WikiLeaks consistia basicamente da publicação, de fontes anônimas, de documentos confidenciais de empresas ou de governos.  Muitos documentos eram referentes ao Iraque e denunciavam vários crimes de guerra cometidos pelos E.U.A, como a execução de civis, além de outros que ofereciam detalhes sobre como os presos políticos eram tratados na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba.

Não é necessário dizer que o governo americano não gostou muito da idéia, o site está fora do ar, e um dos principais fundadores Julian Assange está sendo procurado pela Interpol, por crime de estupro (muito conveniente, não acham?), o que acabaria por desmoralizá-lo, enfim, é só questão de tempo até apanharem o sujeito, e sabe-se lá o que irão fazer com ele.

Outro fato interessante é que Julian Assange colocou para download ,no próprio WikiLeaks, uma espécie de 'seguro de vida', um arquivo misterioso de nome  "insurance.aes256" (que é possível de ser baixado pelo pirate bay) de 1,4 gb, criptografado com o sistema mais avançado do mundo, ou seja, é necessário saber a senha para abri-lo, especula-se que dentro deste estariam os documentos mais importantes do site, com informações bombásticas, e que caso algum acidente acontecesse a Julian a combinação seria liberada.

Claro que o arquivo pode ser só um blefe barato, seja lá como for, três senadores americanos apresentaram na quinta feira (02) um projeto de lei para eliminar de vez a presença do WikiLeaks, bem, este, sem dúvida, vai ser um assunto que vai dar ainda muita repercussão.


Julian Assange, um dos criadores do WikiLeaks, procurado pela Interpol.


Mais informações:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,lider-do-wikileaks-e-anarquista-diz-porta-voz-dos-eua,648712,0.htm

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-brasil-no-wikileaks

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-congresso-dos-eua-contra-o-wikileaks#more

http://www.estadao.com.br/especiais/wikileaks-a-pedra-no-sapato-dos-governos,126467.htm

EDITADO

Colocaram o site em outro servidor, veremos até quando fica online.

http://213.251.145.96/