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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Prosperidade & Ruína


O duque Ting perguntou: "Existe uma máxima que garanta a prosperidade de um reino?"

Confúcio respondeu: "Uma máxima não pode fazer exatamente isso. Há um ditado entre os homens: 'É difícil ser um governante, e tampouco é fácil ser súdito'. Se um governante entende a dificuldade de ser um governante, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à prosperidade?".

"Existe uma máxima que possa levar o reino à ruína?".

Confúcio respondeu: "Um máxima não pode fazer isso. Há um ditado entre os homens: 'Não gosto de ser um governante, exceto pelo fato de que ninguém vai contar aquilo que digo'. Se o que ele diz é bom e ninguém vai contra ele, ótimo. Mas e se o que ele diz não é bom e ninguém vai contra ele, então não se trata praticamente de uma máxima levando o reino à ruína?".

sábado, 14 de janeiro de 2012

Virtude, Reforma de Corrompidos, Mau Julgamento


Fan Ch'ih estava com Confúcio durante uma visita ao Altar da Chuva. Ele disse: "Posso perguntar sobre o acúmulo da virtude, a reforma dos corrompidos e a admissão do mau julgamento?". O Mestre disse: "Que esplêndida pergunta! Colocar o serviço prestado acima da recompensa que você ganha, não é isso acúmulo da virtude? Atacar o mal como o mal e não como o mal de um homem em particular, não é isso o caminho para reformar os corrompidos? Deixar que um repentino ataque de raiva faça com que você esqueça da segurança da sua própria pessoa ou mesmo da dos seus parentes, não é isso um mal julgamento?"

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Dom de Escrever

Duas das maiores dádivas que Deus nos concedeu são: o dom de escrever e o dom de ler. A Leitura é a captação/obtenção de conhecimento. A Escrita a transmissão. Essa dupla se caracteriza como um grande diálogo. Um diálogo que atravessa a História.

Leitura e Escrita, qual o mais simples? Na Escrita somos ativos, transmissores. Na Leitura somos passivos, receptores. Cada um tem seu charme. Escrever muito é diferente de ser um bom escritor. Ler muito é diferente de ser sábio.

Como se tornar um bom escritor? De que é feito um bom escritor? Seria um bom escritor o mesmo bom leitor? Para se escrever bem é necessário ler muito? Um bom escritor é bom escritor porque é mais sábio ou inteligente que os demais? Teria ele uma maior facilidade de organizar idéias? O “dom” da escrita seria, então, proveniente do cérebro? Será necessário um vocabulário farto? Seria tudo simples fato intelectual?

Trago comigo que o bom escritor seja aquele que tem o dom de transmitir sua alma, sua essência, seu sentimento, seu ser em letras e palavras. É mais que ondas eletro-magnéticas que passam por nossas cabeças e nos proporcionam movimentos. Trata-se daquele pequeno universo que existe em nós. Aquele pequeno, porém imenso e desconhecido universo que apesar de estar em nós ninguém nunca viu ou tocou, mas sabe que ele existe. Seria aquele Sopro, o Sopro Divino nas narinas de Adão.

Todas as pessoas tem história, tem gostos, tem sentidos e sentimentos. Todas estão aptas a escrever.

É-nos ensinado que para escrever devemos ter boa ortografia, escrita polida e extenso vocabulário. Sim, essas coisas são importantes, mas não são essências, são apenas instrumentos. O que é diferente de afirmar que não se deve escrever com vocabulário extenso ou da maneira padrão (norma culta) ou cortês. Mas o essencial é outra coisa: o Amor, a Paixão, o Sentimento.

“Mesmo que eu falasse a língua dos homens e dos anjos sem Amor eu nada seria” (1Cor, 13)

De que nos serve todos os instrumentos acima citados se não temos Amor, nem Paixão, nem Sentimento naquilo que transmitimos? Seria uma conversa vazia, sem alma, nem conteúdo. Lixo.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem surgir grandes tramas, novelas, romances, suspenses, histórias, poemas, dramas, épicos, cartas, mensagens.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem pessoas gastarem seu tempo para escrever as grandes e até as pequenas obras. Obras motivadas também pelo ódio, pelo desejo, pela inveja, avareza, ira, gula, luxúria, preguiça, vaidade. Sentimentos.

É o Amor, a Paixão, o Sentimento que fazem surgir livros de Física ou Matemática. Meu Deus, como pode alguém escrever esses tipos de livros? Mas eles têm tanto Sentimentos, tanto gosto nisso que se sentem motivados a transmitir aquilo que faz parte de suas vidas. Aquilo que é parte de suas vidas. Aquilo que é sua vida.

Mesmo que seja impossível materializarmos nosso universo em palavras, não, há palavras para descrever nosso universo, mesmo que seja somente minha alma, o bom escritor é aquele que mesmo sabendo da impossibilidade material de tal feito ainda assim tenta e se esforça para se transmitir a outrem.

Mesmo sabendo que cartas não são beijos, abraços, olhares, sorrisos ou peles, o bom escritor mesmo assim tenta. E mesmo que metafísicamente, espiritualmente, consegue, de maneira imperfeita se materializar e se fazer presente.

Bom escritor? Deve ter Amor.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Friedrich Nietzsche - Eterno retorno(Ewige Wiederkunft)



O texto a seguir é a exposição de um dos temas mais importantes da filosofia de Nietzsche: O Eterno Retorno, em uma de suas várias interpretações argumenta o fato de que a História (que aqui não se trata da temporal) se repete em todas as suas Eras com um número limitado de fatores, como Guerras e Epidemias, por exemplo. Não importa quanto à história caminha, os acontecimentos seguem uma corrente cíclica, isso também vale para os sentimentos que movem as pessoas a seguir com suas vidas. Trata-se em algum posto de vista de tratar a realidade não como múltipla, mas única. Além de trazer várias indagações para as emoções humanas.

O texto foi retirado da obra A Gaia Ciência(1882) - aforismo 56:

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

domingo, 13 de março de 2011

O mundo é minha Representação!!!!!!

Schopenhauer em sua obra “O Mundo como Vontade e Representação “(1819) estabeleceu os conceitos de Vontade e Representação; a Vontade seria o fato de que o homem ao tomar consciência de si ele se experiência a ser movido pelas paixões, desejos e aspirações.

Já a Representação seria obtida através de dois pólos, o objeto, constituído a partir do tempo e espaço, a outra, seria a consciência subjetiva acerca do mundo, sem a qual o mesmo não existiria.

Como o homem tende a sempre desejar, o desejo o lança a um ciclo de aspirações sem fim, desta forma a vida do homem caminha para o sofrimento. Com isso a supressão da dor torna-se então momentânea, pelo fato de sempre desejar algo, o que gera assim uma ausência momentânea de infelicidade, a partir desta supressão, deseja-se novamente, o que gera dor, esta dor seria a única e verdadeira realidade.

Partindo deste pressuposto, faça o que desejar, torne todo o momento que vive em sua vida na eterna confirmação e chancela de que a vida realmente tenha um sentido e que esse mundo é o melhor dos mundos possíveis (apesar do Fiuk, Restart, corrupção, doença, etc.), nós fazemos nosso mundo!!!!


“O mundo é minha Representação” – Arthur Schopenhauer

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os Filósofos e a Pinga

Lembrando que "Pinga" é sinônimo para tudo quanto é bebida alcoolica, ou seja, Cerveja, Vodka, Cachaça, Saquê, Whisky, Run, Tequila, e outras coisas também...


Tales de Mileto: "Tudo é Água! Cachaça é Água e essa tá fraquinha."


Sócrates: (depois de ter tomado todas): "Só sei que nada sei!"



Sofistas: (chapados): "A vaca pode ser e não ser! É o que 'cê quiser, meu rei!!!"


Platão: "Existe um mundo que acima desse mundo e nóis tá tudo numa caverna!!!


Aristóteles: "Alguma coisa tem que ficar parada para tudo girar!!"

Santo Agostinho: "Tô no Céu..."

Descartes: "Acho que essa pinga tá batizada! Duvido que isso é puro!"


Hume (quando estava vendo "dobrado"): "Não se pode conhecer a coisa em si!!!"



Marx: Concebeu a supra-estrutura quando analizou as infra-estruturas sob efeito do bom e velho álcool.


Sartre: Precisa dize algo?