Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de janeiro de 2012

Virtude, Reforma de Corrompidos, Mau Julgamento


Fan Ch'ih estava com Confúcio durante uma visita ao Altar da Chuva. Ele disse: "Posso perguntar sobre o acúmulo da virtude, a reforma dos corrompidos e a admissão do mau julgamento?". O Mestre disse: "Que esplêndida pergunta! Colocar o serviço prestado acima da recompensa que você ganha, não é isso acúmulo da virtude? Atacar o mal como o mal e não como o mal de um homem em particular, não é isso o caminho para reformar os corrompidos? Deixar que um repentino ataque de raiva faça com que você esqueça da segurança da sua própria pessoa ou mesmo da dos seus parentes, não é isso um mal julgamento?"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As Flores de Cerejeira 樱


As flores de cerejeira,
Como ondulam no ar!
Não é que eu não pense em você,
Mas sua casa fica longe demais.

Confúcio comentou: "Ele não a amava de verdade. Se amasse, não existiria algo como 'longe demais'".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Alienista

Conto de Machado de Assis.

Algumas passagens interessantes:

"Deus engendrou o ovo, o ovo engendrou a espada, a espada engendrou Davi, Davi engendrou a púrpura, a púrpura engendrou o duque, o duque engendrou o marquês, o marquês engendrou o conde, que sou eu".

"E partiu a comitiva. Crispim Soares, ao tornar a casa, trazia os olhos entre as duas orelhas da besta ruana em que vinha montado; Simão Bacamarte alongava os seus pelo horizonte adiante, deixando ao cavalo a responsabilidade do regresso. Imagem vivaz do gênio e do vulgo! Um fita o presente, com todas as suas lágrimas e saudades, outro devassa o futuro com todas as suas auroras".

"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente".

"Eis em que consistia este segundo uso (o de matraca). Contratava-se um homem, por um ou mais dias, para andar as ruas do povoado, com uma matraca na mão.

De quando em quando tocava a matraca, reunia-se gente, e ele anunciava o que lhe incumbiam, -- um remédio para sezões, umas terras lavradias, um soneto, um donativo eclesiástico, a melhor tesoura da vila, o mais belo discurso do ano, etc".

(Fecha/Cala a matraca!?)

"Suponho o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura. A razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades; fora daí insânia, insânia e só insânia".

"Devia-se admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades (mentais) e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto".

De maneira alguma o conto se resume a isso.

Escolhemos momentos para ouvir certas músicas
E as interpretamos conforme nosso momento.

Com leituras se passa algo semelhante.
Conforme o momento que vivemos
Damos maior importância a determinadas passagens
E as interpretamos conforme nosso momento...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Matraca


Feche a Matraca!!!
Cale a Matraca!!!

Expressão utilizada, de maneira rude/grossa ou bem-humorada para que alguém pare de falar, cale-se ou "cale a boca".

Matraca pode ser um instrumento para trabalhos agrícolas ou
Matraca também pode ser um instrumento que emite sons.

"Feche a Matraca!!!" está relacionada ao instrumento que emite sons.

Antigamente, antes de se inventarem os carros de som, para se anunciar algo importante, alguma oferta, por exemplo, pagava-se pessoas para andarem pelas ruas e vilas, fazendo barulho com suas matracas, para chamarem a atenção, para poderem anuncia aquilo que foram pagos
para anunciar.

"De quando em quando tocava a matraca, reunia-se gente, e ele anunciava o que lhe incumbiam, -- um remédio para sezões, umas terras lavradias, um soneto, um donativo eclesiástico, a melhor tesoura da vila, o mais belo discurso do ano, etc". (trecho do conto O Alienista, de Machado de Assis)